16 de abril de 2010

A Taça Copa Brasil (ou simplesmente Taça das Bolinhas)...

CODIGO_DO_ANÚCIO_ADAPTADO
Um bom número de brasileiros - diria eu que a imensa maioria - aprecia e se interessa por futebol. Recentemente, os bastidores políticos têm falado mais alto do que os resultados e atuações dos times, especialmente nas capitais de Rio de Janeiro e São Paulo.

Como muitos já devem saber, a 'famosa' Taça das Bolinhas foi oferecida pela Caixa Econômica Federal para o primeiro time a conquistar por 5 vezes não consecutivas ou por 3 vezes consecutivas o Campeonato Brasileiro.

Em 1987, quando já havia conquistado o campeonato por 3 vezes, o Flamengo disputou uma edição única da Copa União, campeonato organizado pelo Clube dos 13, realizado em paralelo ao campeonato organizado pela CBF. O campeão do ano deveria sair do confronto entre os campeões de cada módulo. Até aí, todo mundo que acompanha notícias já sabe.

O fato é que ninguém divulga que, como sempre, o dinheiro falou alto - e muito - nesse caso. Um patrocínio da Coca-Cola para todos os times que disputavam a Copa União originou toda a confusão que veio à tona recentemente, mais de 20 anos depois. O cruzamento entre Sport e Flamengo não existiu devido à recusa do Sport (que não receberia nada da Coca-Cola) em utilizar a marca em seu uniforme e uma cláusula no contrato da empresa de bebidas e C13 permitia que não existisse o pagamento da segunda parte do patrocínio caso algum dos times não exibisse a marca em seu uniforme.

O C13 apoiou o Flamengo na decisão de não jogar e a CBF, entidade que manda no futebol brasileiro declarou, então, o Sport como campeão brasileiro daquele ano. Decisão esta que viria a ser ratificada judicialmente anos depois. O resto todo mundo já sabe.

Alguns aspectos devem ser mencionados e algumas reflexões devem ser feitas. Primeiramente, por que o Flamengo, campeão novamente em 1992, jamais requereu a posse da taça? Por que só agora é que resolveu se manifestar? Por que precisou de auto-afirmação ao inserir a inscrição 'Hexacampeão' nos uniformes de jogo?

Após a (estranha) decisão da CBF em entregar a taça ao São Paulo, a diretoria do clube carioca resolveu trazer a público um documento que teria sido assinado por um então dirigente do clube pernambucano aceitando a divisão do título de 1987 como moeda de troca para a entrada no C13. Por que não mostrou o documento antes? O estranho ainda é o fato de só terem surgido cópias do tal documento e, ainda mais estranho, é que, como um documento oficial é assinado por um dirigente de um clube cujo nome é escrito a todo momento de maneira errada ('Esporte' ao invés de 'Sport' - leia as 3 páginas dos documentos ao final do texto).

Por fim, a decisão da CBF se mostra nitidamente como de caráter político uma vez que seu candidato à presidência do C13, Kleber Leite (ex-Flamengo), não obteve êxito nas eleições nem mesmo apoio de seu ex-clube. Decisão esta que, não tendo saído em 1993, deveria ter saído em 2008, ano subseqüente ao do 5º título do São Paulo.

Ricardo Teixeira, não satisfeito com artimanhas de cunho político como queixas sobre o estádio do Morumbi para a Copa de 2014 (antes mesmo das eleições do C13), agora posa para fotos com Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, nomeando-o como chefe da delegação brasileira na próxima copa (leia mais). É sabido do interesse corinthiano na construção de um novo estádio em São Paulo para uso na Copa e posterior cessão ao clube.

Tudo isso foi feito - e virá mais, certamente - para enfraquecer e provocar o racha entre Flamengo e São Paulo. E Ricardo Teixeira sabe que vem conseguindo. Talvez o melhor seja a união das duas diretorias e a busca de uma solução que desarticule a CBF. Dane-se a taça ou com quem ela vai ficar. Os dois clubes já conseguiram e comemoraram seus títulos sem a taça.

Patricia Amorim e Juvenal Juvêncio: que tal uma conversa mais de perto com o pessoal do NBB (Novo Basquete Brasileiro)?


Suposto documento do C13:
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